Feeds:
Posts
Comentários

Archive for outubro \16\UTC 2011

Horas de sono razoavelmente boas, a alimentação não é nada má. Peso em dia, fisicamente bem apresentável, pouquíssimas olheiras. Uma rotina sem graves alterações. Alguns momentos de lazer, e os finais de semana livres.

Porém, mesmo em uma fase sem muitas oscilações e com poucas preocupações, permanece aquele cansaço.

O corpo está bem, já fez os exames de rotina e tudo está tranquilo. Mas, por que aquela sensação de fadiga?

Chegando o fim de domingo e o corpo não anima. Em pensar no relógio que despertará às 6 e meia da manhã… Antecipadamente perde a fome, quando pensa no trajeto a ser feito dentro do mesmo horário, parece já estar farta da comida que ainda não lhe veio à boca. A rotina é um sabor que lhe vem amargo ao paladar imaginário.

É preciso ser criativa e fazer daquela segunda um novo dia, não apenas uma cópia com algumas distinções da segunda- feira passada. Um desafio.

Aquele corpo cansado é um sinal de que algo não está indo bem. Algo deve ser mudado, deve ser reinventado ou até mesmo reciclado. E por onde começar? Por fora? Por dentro?

O corpo responde à uma alma que anseia mais vida. O corpo quer andar por caminhos que direcionem aquela alma, que a faça se encontrar, que a identifique e a satisfaça.

Preciso dar descanso à este desencontro, pois há um ponto que separa o meu corpo da minha alma. Talvez seja um ponto pequeno, quase imperceptível, mas é nele se concentra todo este cansaço.

Tem horas em que este grande ponto de interrogação é bem vindo em nossas vidas. Se não cuidarmos da nossa essência, se não alimentarmos nossos desejos, se não olharmos para direções que despertem o brilho em nosso olhar, corremos o risco de sermos driblados pela rotina.

A rotina é trajetória de vida, mas a nossa alma deve ser um relevo sobre ela. A rotina deve ser flexível e inconstante, passível de mudanças sempre que necessárias, mas a nossa alma deve estar constantemente na direção e em sintonia com o nosso corpo.

 

Sofia

 

Read Full Post »